a magia brilhou primeiro Na literatura e da música. ela manifesta-se de muitas formas e eu haveria de abraçar também o Tarot e a Astrologia.

há espaço para todas as formas de magia.

O importante é aprofundar a ligação espiritual e ajudar quem quiser.

É essa a missão. Isso inclui crescer com ela.

Nasci na Beira, em Moçambique – então ainda uma colónia do Estado português. Os meus pais não se demoraram lá e foram viver para o Zimbabwe – formalmente ainda colónia inglesa então oficialmente designada Zimbabwe Rodésia. Escola inglesa diariamente de manhã e de colégio português três vezes por semana. Ia e vinha numa carrinha Peugeot 405, sentado no chão da parte traseira.

Em 1979, cheguei a Portugal em Abril – dias de nevoeiro e de chuvas mil. Depois disso, foram anos de estranheza até que comecei a trabalhar – num armazém para uma empresa que fabricava transformadores para equipamentos que alimentavam computadores. Depois desse trabalho, mais labor, agora já com casa própria quase na orla dos subúrbios.

Tirei um curso de técnico de som. Foram muitas horas de transporte e trabalho nocturno, com um ano de desemprego pelo meio. Depois passei a segurança, nove anos por turnos maioritariamente passados também a iniciar e concluir uma licenciatura em língua e cultura portuguesa (língua estrangeira).

Em 2009, recebi uma chamada de uma amiga a perguntar-me se queria dar aulas em Macau. Meses depois, vi-me numa sala de aulas como professor pela primeira vez. Ainda nesse ano, conheci a Cátia. Quatro anos de amor e risos passados, casámo-nos. Assim é ainda hoje.

 

“Se as portas da percepção fossem limpas, tudo apareceria ao homem como realmente é: infinito”

— William Blake